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Algoritmo genético prevê o crescimento vertical de áreas urbanas

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O crescimento e expansão das áreas metropolitanas foram evidentes ao longo da última década. Os edifícios estão ficando mais altos e as áreas urbanas, maiores. E se houvesse uma maneira de prever esse crescimento e expansão?

Um recente estudo realizado por pesquisadores espanhóis da Universidade da Coruña descobriu que o aumento do número de arranha-céus em uma cidade reflete o padrão “de certos sistemas biológicos auto-organizados”, conforme relatado pela ScienceDaily. O estudo usa "algoritmos evolutivos genéticos" para prever o crescimento urbano, mirando especificamente o distrito de Minato em Tóquio. O arquiteto Ivan Pazos, principal autor do novo estudo, explicou a ciência por trás do algoritmo: "Operamos dentro da computação evolutiva, um ramo da inteligência artificial e aprendizagem automática que usa as regras básicas da genética e a lógica da seleção natural de Darwin para fazer previsões."

Leia mais sobre o estudo e o que isso pode significar para as estimativas de verticalização dos centros urbanos.

Adaptado de vários algoritmos genéticos, o estudo combina tendências genéticas com dados históricos de construção para "aprender os padrões de crescimento dos distritos urbanos", explica o ScienceDaily. O algoritmo não apenas prevê o número de arranha-céus em uma área específica, mas também pode prever a implantação mais provável dos edifícios dentro de distritos urbanos específicos.

O estudo se concentrou em um dos bairros com maior crescimento vertical do mundo nos últimos anos: o distrito de Minato, em Tóquio. Os autores usaram os dados e o algoritmo para gerar mapas em 3D de Minato em 2015 e, desde então, compararam os resultados do modelo evolutivo com os empreendimentos de grande escala em andamento.

"As previsões do algoritmo foram muito precisas no que diz respeito à evolução real do horizonte de Minato em 2016 e 2017", diz Pazos. "Agora, estamos avaliando sua precisão para 2018 e 2019 e, de acordo com as observações, parece que eles estarão 80% corretos."

Os autores do estudo preveem que os resultados podem fornecer uma estimativa precisa da expansão vertical de uma cidade usando "computação evolutiva genética".

Fonte: ArchDaily

RBCM. Laboratório de Investigação do Espaço da Arquitetura. Departamento de Arquitetura e Urbanismo. Centro de Artes e Comunicação. UFPE . Recife — PE. (81) 2126.7362